Revista Hypnos https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos <p><strong>Revista <em>Hypnos</em></strong> <br />ISSN Impresso 1413-9138 | ISSN Eletrônico 2177-5346<br /><br /></p> <p><a title="Edições Anteriores" href="https://hypnos.org.br/index.php/hypnos/issue/archive"><strong>Edições Anteriores</strong></a><br /><br /></p> <p><a title="Indexação e Catalogação" href="https://hypnos.org.br/index.php/hypnos/indexadores"><strong>Indexação e Catalogação</strong></a></p> pt-BR <p>O conteúdo dos manuscritos enviados é de responsabilidade exclusiva dos autores. Os textos devem ser originais. Caso tenham sido publicados em alguma revista não brasileira, o autor deve claramente indicar o nome, número e data da publicação e país. A editoria decidirá sobre o interesse em publicar na Hypnos.</p><p>O conteúdo dos manuscritos foi tácita ou explicitamente aprovada pela autoridades responsáveis onde se realizou a pesquisa.</p><p>Se aceito o manuscrito, o autor concorda em permitir sua publicação pela revista Hypnos, declinando de ganhos pecuniários decorrentes de direitos autorais. Caso o manuscrito venha a ser posteriormente publicado em outros meios, o autor concorda em fazer constar os créditos da primeira publicação na subsequente.</p><p>Caso o documento submetido inclua figuras, tabelas ou seções extensas de texto previamente publicados, o autor se declara responsável por ter obtido permissão dos detentores originais dos direitos autorais desses itens, tanto para a publicação em linha quanto impressa desta revista. Todo material com direitos autorais deve ter créditos adequadamente atribuídos no manuscrito.</p> rachelgazolla@gmail.com (Revista Hypnos) conteb@gmail.com (Bruno Conte) Tue, 12 May 2026 12:02:55 -0300 OJS 3.3.0.11 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Um Ensaio sobre Sócrates e Alcibíades: um bestiário de estranhezas https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/778 <p>O presente ensaio pretende pensar a estranheza socrática, sua atopia, partindo dos personagens presentes no Alcibíades I de Platão – Sócrates e Alcibíades – e rumando, desde tal cenário, na direção de uma comparação com as múltiplas figuras de animais, deuses e criaturas híbridas ou semidivinas com as quais Platão emparelha seu mestre ao longo de vários de seus diálogos. O interesse maior do artigo/ensaio não é, todavia, debruçar-se em uma análise pormenorizada do Alcibíades I, mas, sim, pensar principalmente a figura de Sócrates a partir de suas várias imagens especulares, todas propostas por seu “aluno” mais célebre ao longo de sua vasta obra.</p> Gilberto de Melo Caldat Copyright (c) 2026 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/778 Tue, 12 May 2026 00:00:00 -0300 Borges y los dos Platones https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/775 <p>Hay especialistas que consideran la filosofía de Platón como un sistema estático y rígido mientras que otros – una minoría, pero con argumentos irrefutables – la interpretan como un proceso dinámico que permite separar un “primer Platón” de un “segundo Platón”. En sus primeras referencias al filósofo, Borges es partidario del primer grupo, y no duda en calificar de “rígidos arquetipos” a las Formas platónicas. Pero en la reedición de ciertos textos, una treintena de años después, descubre – como un auténtico especialista – la existencia de un “segundo Platón” y exclama: “No sé cómo pude comparar a ‘inmóviles piezas de museo’ las formas de Platón y cómo no entendí [...] que éstas son vivas, poderosas y orgánicas”.</p> Nestor-Luis Cordero Copyright (c) 2026 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/775 Tue, 12 May 2026 00:00:00 -0300 Ser como pélein no Poema de Parmênides https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/776 <p>Parmênides impulsionou um novo desenvolvimento na história da filosofia ao dirigir o pensamento para a noção de “ser enquanto tal”, designando-o com o verbo εἶναι, com o substantivo τὸ ἐόν e seus cognatos. Os usos que ele fez desses termos já foram amplamente investigados. Este ensaio aborda uma expressão menos discutida do ser, por meio do verbo arcaico πέλειν, empregado nos Fragmentos 6 e 8. Embora seja incerto que os usos de πέλειν por Parmênides sejam conclusivos, esse verbo pode oferecer outras informações sobre o ser parmenidiano, na medida em que indica um ser com sentido dinâmico, intermisturado e revelado. Nesta interpretação, πέλειν invoca o ser como a atividade daquilo que se revela como tal no ser tal como é, enfatizando tanto a mistura quanto a completude.</p> Colin C. Smith Copyright (c) 2026 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/776 Tue, 12 May 2026 00:00:00 -0300 Sobre a natureza subversiva da Ilíada diante de imperativos cosmogônicos e estéticos https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/757 <p><span style="font-weight: 400;">Esta pesquisa tem como objetivo desconstruir paradigmas consolidados pela crítica moderna sobre a </span><em><span style="font-weight: 400;">Ilíada </span></em><span style="font-weight: 400;">responsáveis por afetar diretamente a recepção da obra no século XX e XXI no que diz respeito ao nível de subordinação do narrador e das personagens diante de supostos imperativos estéticos e cosmogônicos que condicionaram o desenvolvimento estrutural da narrativa homérica. Avaliamos que este panorama foi construído com a função de consolidar a distância e o engessamento do épico grego, tornando-o um artefato, enquanto exalta as técnicas apresentadas pela ficção moderna, especialmente, àquelas incorporadas no romance para ilustrar aspectos como a sua proximidade e&nbsp; contemporaneidade.</span></p> Gabriel Galdino Fortuna Copyright (c) 2026 Revista Hypnos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/757 Tue, 12 May 2026 00:00:00 -0300 As palavras ofertadas: o sentido da audição na erótica dialógica no Primeiro Alcibíades de Platão https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/758 <p>Este estudo investiga a relação entre Sócrates e Alcibíades no diálogo <em>Primeiro Alcibíades</em>, com ênfase na articulação entre desejo e filosofia. A análise concentra-se na performance erótica que estrutura a interlocução socrática, especialmente nos papéis de perguntador (ὁ ἐρωτῶν) e respondente (ὁ ἀποκρινόμενος), que operam como engrenagens dramáticas do diálogo. Argumenta-se que Sócrates mobiliza um <em>topos</em> discursivo de natureza erótica, por meio do qual conduz seus interlocutores ao exame de si e à reflexão filosófica. A dinâmica entre <em>erastés</em> e <em>erómenos</em> é compreendida como um dispositivo pedagógico que tensiona corpo e alma, desejo e razão, revelando um modo de dizer filosófico que se constrói na intersecção entre a erótica e a dialógica. O trabalho propõe, assim, que o discurso socrático no <em>Primeiro Alcibíades</em> é inseparável da dimensão afetiva que permeia o exercício filosófico.</p> <p>Este estudo investiga a relação entre Sócrates e Alcibíades no diálogo <em>Primeiro Alcibíades</em>, com ênfase na articulação entre desejo e filosofia. A análise concentra-se na performance erótica que estrutura a interlocução socrática, especialmente nos papéis de perguntador (ὁ ἐρωτῶν) e respondente (ὁ ἀποκρινόμενος), que operam como engrenagens dramáticas do diálogo. Argumenta-se que Sócrates mobiliza um <em>topos</em> discursivo de natureza erótica, por meio do qual conduz seus interlocutores ao exame de si e à reflexão filosófica. A dinâmica entre <em>erastés</em> e <em>erómenos</em> é compreendida como um dispositivo pedagógico que tensiona corpo e alma, desejo e razão, revelando um modo de dizer filosófico que se constrói na intersecção entre a erótica e a dialógica. O trabalho propõe, assim, que o discurso socrático no <em>Primeiro Alcibíades</em> é inseparável da dimensão afetiva que permeia o exercício filosófico.</p> João Ulisses de Sousa Viturino Copyright (c) 2026 Revista Hypnos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/758 Tue, 12 May 2026 00:00:00 -0300 A tradução da Política de Aristóteles por Leonardo Bruni Aretino https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/777 <p>Este texto analisa a natureza dos textos escritos a partir de dois exemplos da autoria do humanista italiano Leonardo Bruno Aretino. Esses dois textos foram escritos entre 1435 e 1438 como preâmbulo à sua tradução da Política de Aristóteles do grego para o latim, tradução que foi dedicada por ele ao Papa Eugênio IV. Esse duplo preâmbulo nos serve de ponto de partida para abordarmos a presença, quase sempre necessária, nos textos escritos, desde pelo menos a Antiguidade Clássica, de paratextos cuja função é tornar os futuros leitores benévolos em relação ao texto que estão prestes a ler e também, ao mesmo tempo, ligar, para sempre, o autor ao texto por ele escrito, marcar sua presença diante dos futuros, desconhecidos e infinitos leitores de seu texto.</p> Renato Ambrosio Copyright (c) 2026 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/777 Tue, 12 May 2026 00:00:00 -0300 Sobre a maiêutica socrática e a sofística de Protágoras: uma disputa no interior do Teeteto https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/753 <p>Este artigo compara a <strong>maiêutica socrática</strong> e a <strong>sofística protagoreana</strong> no diálogo <em>Teeteto</em> de Platão. Em vez de focar apenas na dimensão epistemológica, concentra-se na <strong>dimensão ética e paideutica</strong>, analisando como os dois modelos educativos refletem diferentes concepções de <strong>sabedoria e instrução</strong>. Examina-se a técnica de Sócrates e a “Defesa de Protágoras”, destacando o contraste entre suas abordagens como modos de vida e pedagogia para jovens atenienses.</p> Frank Mattos Copyright (c) 2026 Revista Hypnos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/753 Tue, 12 May 2026 00:00:00 -0300