https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/issue/feed Revista Hypnos 2026-05-12T12:02:55-03:00 Revista Hypnos rachelgazolla@gmail.com Open Journal Systems <p><strong>Revista <em>Hypnos</em></strong> <br />ISSN Impresso 1413-9138 | ISSN Eletrônico 2177-5346<br /><br /></p> <p><a title="Edições Anteriores" href="https://hypnos.org.br/index.php/hypnos/issue/archive"><strong>Edições Anteriores</strong></a><br /><br /></p> <p><a title="Indexação e Catalogação" href="https://hypnos.org.br/index.php/hypnos/indexadores"><strong>Indexação e Catalogação</strong></a></p> https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/778 Um Ensaio sobre Sócrates e Alcibíades: um bestiário de estranhezas 2026-05-12T11:54:53-03:00 Gilberto de Melo Caldat gilbertomcaldat@gmail.com <p>O presente ensaio pretende pensar a estranheza socrática, sua atopia, partindo dos personagens presentes no Alcibíades I de Platão – Sócrates e Alcibíades – e rumando, desde tal cenário, na direção de uma comparação com as múltiplas figuras de animais, deuses e criaturas híbridas ou semidivinas com as quais Platão emparelha seu mestre ao longo de vários de seus diálogos. O interesse maior do artigo/ensaio não é, todavia, debruçar-se em uma análise pormenorizada do Alcibíades I, mas, sim, pensar principalmente a figura de Sócrates a partir de suas várias imagens especulares, todas propostas por seu “aluno” mais célebre ao longo de sua vasta obra.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/775 Borges y los dos Platones 2026-05-12T10:48:52-03:00 Nestor-Luis Cordero nestor.luis.cordero@gmail.com <p>Hay especialistas que consideran la filosofía de Platón como un sistema estático y rígido mientras que otros – una minoría, pero con argumentos irrefutables – la interpretan como un proceso dinámico que permite separar un “primer Platón” de un “segundo Platón”. En sus primeras referencias al filósofo, Borges es partidario del primer grupo, y no duda en calificar de “rígidos arquetipos” a las Formas platónicas. Pero en la reedición de ciertos textos, una treintena de años después, descubre – como un auténtico especialista – la existencia de un “segundo Platón” y exclama: “No sé cómo pude comparar a ‘inmóviles piezas de museo’ las formas de Platón y cómo no entendí [...] que éstas son vivas, poderosas y orgánicas”.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/776 Ser como pélein no Poema de Parmênides 2026-05-12T10:55:15-03:00 Colin C. Smith colinclarksmith@gmail.com <p>Parmênides impulsionou um novo desenvolvimento na história da filosofia ao dirigir o pensamento para a noção de “ser enquanto tal”, designando-o com o verbo εἶναι, com o substantivo τὸ ἐόν e seus cognatos. Os usos que ele fez desses termos já foram amplamente investigados. Este ensaio aborda uma expressão menos discutida do ser, por meio do verbo arcaico πέλειν, empregado nos Fragmentos 6 e 8. Embora seja incerto que os usos de πέλειν por Parmênides sejam conclusivos, esse verbo pode oferecer outras informações sobre o ser parmenidiano, na medida em que indica um ser com sentido dinâmico, intermisturado e revelado. Nesta interpretação, πέλειν invoca o ser como a atividade daquilo que se revela como tal no ser tal como é, enfatizando tanto a mistura quanto a completude.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/757 Sobre a natureza subversiva da Ilíada diante de imperativos cosmogônicos e estéticos 2026-01-22T14:40:15-03:00 Gabriel Galdino Fortuna gabriel.fortuna@unesp.br <p><span style="font-weight: 400;">Esta pesquisa tem como objetivo desconstruir paradigmas consolidados pela crítica moderna sobre a </span><em><span style="font-weight: 400;">Ilíada </span></em><span style="font-weight: 400;">responsáveis por afetar diretamente a recepção da obra no século XX e XXI no que diz respeito ao nível de subordinação do narrador e das personagens diante de supostos imperativos estéticos e cosmogônicos que condicionaram o desenvolvimento estrutural da narrativa homérica. Avaliamos que este panorama foi construído com a função de consolidar a distância e o engessamento do épico grego, tornando-o um artefato, enquanto exalta as técnicas apresentadas pela ficção moderna, especialmente, àquelas incorporadas no romance para ilustrar aspectos como a sua proximidade e&nbsp; contemporaneidade.</span></p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Hypnos https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/758 As palavras ofertadas: o sentido da audição na erótica dialógica no Primeiro Alcibíades de Platão 2026-02-04T13:29:18-03:00 João Ulisses de Sousa Viturino julisses.v@gmail.com <p>Este estudo investiga a relação entre Sócrates e Alcibíades no diálogo <em>Primeiro Alcibíades</em>, com ênfase na articulação entre desejo e filosofia. A análise concentra-se na performance erótica que estrutura a interlocução socrática, especialmente nos papéis de perguntador (ὁ ἐρωτῶν) e respondente (ὁ ἀποκρινόμενος), que operam como engrenagens dramáticas do diálogo. Argumenta-se que Sócrates mobiliza um <em>topos</em> discursivo de natureza erótica, por meio do qual conduz seus interlocutores ao exame de si e à reflexão filosófica. A dinâmica entre <em>erastés</em> e <em>erómenos</em> é compreendida como um dispositivo pedagógico que tensiona corpo e alma, desejo e razão, revelando um modo de dizer filosófico que se constrói na intersecção entre a erótica e a dialógica. O trabalho propõe, assim, que o discurso socrático no <em>Primeiro Alcibíades</em> é inseparável da dimensão afetiva que permeia o exercício filosófico.</p> <p>Este estudo investiga a relação entre Sócrates e Alcibíades no diálogo <em>Primeiro Alcibíades</em>, com ênfase na articulação entre desejo e filosofia. A análise concentra-se na performance erótica que estrutura a interlocução socrática, especialmente nos papéis de perguntador (ὁ ἐρωτῶν) e respondente (ὁ ἀποκρινόμενος), que operam como engrenagens dramáticas do diálogo. Argumenta-se que Sócrates mobiliza um <em>topos</em> discursivo de natureza erótica, por meio do qual conduz seus interlocutores ao exame de si e à reflexão filosófica. A dinâmica entre <em>erastés</em> e <em>erómenos</em> é compreendida como um dispositivo pedagógico que tensiona corpo e alma, desejo e razão, revelando um modo de dizer filosófico que se constrói na intersecção entre a erótica e a dialógica. O trabalho propõe, assim, que o discurso socrático no <em>Primeiro Alcibíades</em> é inseparável da dimensão afetiva que permeia o exercício filosófico.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Hypnos https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/777 A tradução da Política de Aristóteles por Leonardo Bruni Aretino 2026-05-12T11:15:24-03:00 Renato Ambrosio ambrosio.bianchi@gmail.com <p>Este texto analisa a natureza dos textos escritos a partir de dois exemplos da autoria do humanista italiano Leonardo Bruno Aretino. Esses dois textos foram escritos entre 1435 e 1438 como preâmbulo à sua tradução da Política de Aristóteles do grego para o latim, tradução que foi dedicada por ele ao Papa Eugênio IV. Esse duplo preâmbulo nos serve de ponto de partida para abordarmos a presença, quase sempre necessária, nos textos escritos, desde pelo menos a Antiguidade Clássica, de paratextos cuja função é tornar os futuros leitores benévolos em relação ao texto que estão prestes a ler e também, ao mesmo tempo, ligar, para sempre, o autor ao texto por ele escrito, marcar sua presença diante dos futuros, desconhecidos e infinitos leitores de seu texto.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://www.hypnos.org.br/index.php/hypnos/article/view/753 Sobre a maiêutica socrática e a sofística de Protágoras: uma disputa no interior do Teeteto 2025-11-12T02:25:40-03:00 Frank Mattos frank-mattos@hotmail.com <p>Este artigo compara a <strong>maiêutica socrática</strong> e a <strong>sofística protagoreana</strong> no diálogo <em>Teeteto</em> de Platão. Em vez de focar apenas na dimensão epistemológica, concentra-se na <strong>dimensão ética e paideutica</strong>, analisando como os dois modelos educativos refletem diferentes concepções de <strong>sabedoria e instrução</strong>. Examina-se a técnica de Sócrates e a “Defesa de Protágoras”, destacando o contraste entre suas abordagens como modos de vida e pedagogia para jovens atenienses.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Hypnos